08/ago/2010

Postado por audiofive em Dicas de Locução, Dicas e Tutoriais

O Locutor, Palestrante, Apresentador e o Microfone

O Locutor, Palestrante, Apresentador e o Microfone


Até quem é craque em apresentações e pronunciamentos em sala de aula ou em pequenas reuniões às vezes “treme na base” nas primeiras vezes em que um evento maior ou alguma necessidade especial (como a de gravação ou a de transmissão) o obriga a apresentar usando um microfone.

Tudo falha, tudo falhará… ♪

E as razões são variadas, incluindo algumas de ordem prática, como o despreparo dos anfitriões, que vemos ocorrer vezes sem fim, e se traduzem em trapalhadas depois que o evento já começou, o palestrante já está lá na frente e a platéia já está lotada. Não sai som por todas as caixas, a localização delas gera diferenças ou ecos, o deslocamento natural do palestrante gera microfonia, o palestrante não tem retorno do seu áudio, etc.

Estes percalços acontecem sem ser por culpa do palestrante (a não ser que o evento seja promovido por ele mesmo), e poderiam ser prevenidos com uma providência simples: um breve ensaio com teste da infra-estrutura, meia hora antes de o auditório ser aberto.

E o palestrante precavido e experiente sempre marca sua chegada para mais cedo, e insiste para que o teste ocorra em sua presença, e inclua tudo o que sempre falha: recursos audio-visuais, microfones (incluindo o de reserva), mesa de som, caixas de som, telas, projetores, luzes, cortinas, apresentação, vídeos, arquivos, relatórios, acesso à Internet, softwares e tudo o mais que vá ser exibido ao público, com participação direta de toda a equipe que irá operar tudo isso.

Mas o microfone é um caso à parte

Só que o microfone é um caso especial. Telas, projetores, caixas de som e a própria apresentação são recursos importantes mas que ficam ali, no canto deles, longe de você.

Já o microfone… não há como se livrar dele, ele o acompanha, ou ancora você a uma posição fixa. Os erros que podem ocorrer com ele acontecem durante a apresentação, e muitos deles são responsabilidade integral do palestrante, que:

  • fica muito perto, ou muito longe;
  • tosse nele, sopra nele, assobia, grita;
  • larga-o estrondosamente em cima de uma mesa;
  • esquece de ligar ou desligar;
  • aproxima-o de uma caixa de som causando microfonia;
  • se afasta da base do microfone sem fio;
  • tenta, sem conseguir, segurar ao mesmo tempo o microfone, o apontador laser e algum material de apoio;
  • tem uma conversa particular ou vai ao banheiro sem desligar o sem fio de lapela;
  • etc., etc.

E ainda há o fator estranhamento, que pode ser o mais complicado de todos: a maior parte das pessoas desenvolve suas habilidades de apresentador em grupos pequenos, na sala de aula ou em reuniões de trabalho – e nelas podem estar presentes todos os materiais essenciais de apresentação, mas o microfone é a exceção, assim a prática com ele não se desenvolve, e surge apenas na primeira vez em que você tem que se dirigir a uma platéia maior.

Treine com microfone

Há alguns anos eu tive a rara oportunidade de ter um gestor com grande habilidade de comunicação, e que dava atenção a desenvolver estes elementos nos integrantes de sua equipe. Quando surgiu a necessidade de participarmos todos em um evento corporativo em que vários de nós teríamos que nos dirigir, em densas apresentações técnicas, a um auditório lotado de pessoas não-familiarizadas nem mesmo com a terminologia do negócio, ele nos convidou a viajarmos um dia antes para realizar, no próprio local, uma oficina de comunicação, apresentando uns para os outros nosso material repetidas vezes, ouvindo críticas e fazendo ajustes.

Isso foi essencial para ajustarmos e reduzirmos o escopo de nossas apresentações, mas também para que dominássemos suficientemente o equipamento que seria usado, incluindo o sistema de som do local, para que ele de fato nos apoiasse, e não fosse um obstáculo ou um complicador, como tantas vezes acontece.

Um dos pontos que praticamos foi que, a cada repetição de alguma apresentação, todos trocávamos de lugar, sentando na primeira fila, ao fundo, no meio do auditório, à esquerda, à direita, com cortinas abertas, com cortinas fechadas, etc. – e isso permitiu que cada um de nós, na condição de palestrante, acabasse percebendo como melhor usar a sua voz ao microfone naquelas condições, evitando tons muito altos ou muito baixos, e garantindo ser ouvido com qualidade por todo o público.

Claro que fazer isso a cada evento, e para cada auditório, raramente é praticável, e sairia bem caro. Mas estou convicto de que os principais valores da experiência toda foram gerados por 3 fatores:

  1. Apresentar repetidas vezes usando um microfone, para saber a que distância segurá-lo, perder o “medo” do instrumento, passar na prática pelas situações chatas de tossir, espirrar, assobiar, gritar nele, murmurar, ou aproximar-se de uma caixa acústica com ele ligado (para saber o que acontece, e conscientizar-se da necessidade de evitar).
  2. Ter uma pessoa interessada ouvindo tudo e fazendo críticas, com foco na comunicação, e não no conteúdo ou na apresentação. Há partes em que você fala alto demais? Rápido demais? Afasta o microfone da boca, sem notar, ao gesticular? Adianta o discurso? Aceite as críticas, e recomece, até aperfeiçoar.
  3. Conhecer antecipadamente as condições acústicas reais do auditório: sempre que é possível, eu peço para fazer teste de som, com o responsável pela sonorização falando ao microfone lá na frente, e eu me posicionando ao fundo, no meio e na frente, de ambos os lados, e pedindo ajustes quando necessário. É bem melhor do que ter de ficar perguntando, com a apresentação já iniciada, se o público está ouvindo – e reduz o risco de eles dizerem que não, e ter de rolar todo aquele improviso, com gente mudando de lugar, interrupções pra consertarem alguma caixa de som ou ajustarem algo no amplificador.

Só o terceiro destes fatores precisa mesmo ocorrer no local da apresentação. Os 2 primeiros já produzem efeito positivo (embora menor) mesmo se forem realizados por você em um microfone barato ligado ao seu PC ou aparelho de som doméstico, especialmente se o microfone for do mesmo tipo usado no auditório em que você vai se apresentar (de lapela, de pedestal, manual, etc.).

Algumas dicas de microfone para os marinheiros de primeira viagem

Catei nos livros de Reinaldo Polito aqui na minha estante algumas dicas consagradas para quem não tem a prática do microfone, e por isso deve usá-los da maneira mais ortodoxa possível:

  • Não resista ao microfone: Se o ambiente é grande, a platéia é numerosa e há microfone disponível, use-o! Mesmo se sua voz for potente, ela não vai ser distribuída por igual à platéia, e o cansaço pode prejudicar o final do discurso.
  • Se o microfone for de pedestal (ou de mesa), posicione-o bem, mas ANTES de começar a falar, e resista a ficar ajustando-o depois, causando ruídos e interrupções (a não ser que alguém além de você indique que o som está insuficiente). Se um ensaio não tiver determinado a posição ideal, coloque-o na altura do queixo, e a 10cm de distância da sua boca – e não se esqueça de que ele estará fixo, portanto você deve ficar ancorado próximo a ele.
  • Atenção à postura! Nos microfones de pedestal ou de mesa, é ele que precisa se aproximar de você. Jamais se incline, se debruce ou se estique para aproveitar uma posição de microfone previamente ajustada para mais alguém, pois a postura sempre distrairá a atenção do público, e pode causar um efeito negativo à sua imagem.
  • Se o microfone for “de mão”, posicione-o onde ensaiou (ou na altura do queixo, a 10cm da boca), mantendo-o sempre no mesmo lugar. Deixe o braço naturalmente caído ao longo do tronco, dobrando para cima apenas o cotovelo, e tenha a consciência de que esta mão não poderá gesticular, nem segurar nenhum material de apoio. Eventualmente o microfone de pedestal ou de mesa permite a sua retirada e uso como se fosse “de mão”, e se não for inapropriado, vale a pena fazer uso deste recurso algumas vezes ao longo da sua apresentação, dando assim mais dinamismo a ela. Mas não exagere, nem quebre o protocolo do seu evento. E não fique o tempo todo passando o microfone de uma mão para outra – indica desconforto, e pode prejudicar sua imagem.
  • Microfone de lapela e headset: é o mais fácil de se adaptar, pois deixa as duas mãos livres e fica sempre na mesma distância em relação à sua boca. Mas prenda-o bem, e necessariamente ensaie antes, pois a captação deles muitas vezes não é tão boa, gerando a necessidade de escolher bem aposição. Se sua preferência for o headset (“estilo Sandy”, como dizem por aqui), vale a pena ter seu próprio, acompanhado de um kit de cabos, adaptadores e receptor – mas aí necessariamente chegue cedo, pois a ativação junto ao auditório pode exigir algum tempo.
  • Garanta o “plano B”: especialmente quando estiver usando algum recurso sem fio, com pilhas ou baterias. Elas acabam nos momentos mais impróprios, e cabe a você insistir para que haja um backup pronto para entrar em uso imediatamente.
  • Microfone móvel para a platéia: Especialmente nos casos em que a apresentação estiver sendo transmitida ou gravada, é importante ter uma solução de captação das manifestações e perguntas da platéia. Mesmo quando não há gravação, o microfone para perguntas dá ao público a possibilidade de ouvir com clareza as perguntas feitas pelos demais presentes.

Você pode copiar esse artigo em seu Site ou Blog
não esqueça de creditar a autoria conforme exemplo abaixo:

Postado por :  Alecsander Chagas

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